Nos últimos três anos, a
Cotemar, empresa mexicana de manutenção e transporte para o setor petrolífero, vem utilizando um sistema de localização em tempo real (
RTLS ou real time localization system) em quatro plataformas de petróleo localizadas no Golfo do México, para identificar quais funcionários estão a bordo de cada estrutura e os serviços que eles estão usando, sem exigir que o pessoal faça check-in ou check-out.
Com a informação, a empresa é capaz de saber a localização de seus empregados em caso de emergência, bem como obter informações sobre o número de refeições realizadas e o uso dos serviços de lavanderia, por exemplo, o que permite à Cotemar fornecer suprimentos de modo mais eficiente para as plataformas. Graças ao sucesso, a empresa planeja expandir o sistema para reunir o pessoal das plataformas no caso de uma evacuação, de acordo com Pedro Salguero, chefe de TI da Cotemar, que descreveu a solução com RTLS durante sua apresentação no
RFID Journal LIVE! América Latina 2012.
A Cotemar utiliza as tags RTLS
Wi-Fi de 2,4 GHz da
AeroScout, que transmitem os seus números de identificação por Wi-Fi em todas as quatro plataformas. As tags são usadas por todos os funcionários e visitantes, permitindo que a empresa saiba quem embarcou o desembarcou. Apesar de não ter registrado casos de emergência significativos - o sistema entrou no ar há quase quatro anos -, se algo vier a ocorrer, a empresa agora tem informações em tempo real a respeito de quem estava na plataforma.
|
|
Com a tag RFID Wi-Fi da AeroScout, Cotemar acompanha entrada e saída de pessoas na plataforma da PEMEX
|
A Cotemar fornece serviços para a
PEMEX, a mexicana que é a segunda maior empresa pública de petróleo do mundo. Estes serviços incluem o transporte de pessoal as plataformas de petróleo, bem como o fornecimento de alimentos e roupas a bordo. Além disso, a empresa é responsável por fornecer os registros sobre o transporte de trabalhadores para cada plataforma.
"A questão principal é saber quem está dentro e quem está fora", diz Salguero. Tipicamente, 200 trabalhadores se deslocam pelas plataformas diariamente, sendo que cada uma abriga cerca de 500 pessoas. O pessoal entra e sai de três maneiras: navio, helicóptero ou por corredores que interligam as plataformas. Antes da implementação da solução AeroScout, os funcionários e visitantes usavam crachás com códigos de barras que eram lidos no check-in obrigatório em cada plataforma e, novamente, no cheque-out de saída. Se alguém se esquecesse de fazer o check-in ou não tivesse o crachá com código de barras, ficaria sem registro de ter entrado na plataforma.
O sistema criava filas para o pessoal aguardar a sua vez de fazer check-in ou check-out. Além disso, os crachás com código de barras apresentavam problemas frequentes de leitura, pois o ambiente das plataformas tem temperatura média de 35 graus Celsius e umidade em torno de 80 por cento.
Os crachás com códigos de barras foram substituídos por tags T-2 da AeroScout, que os funcionários utilizam penduradas por cordões no pescoço, explica Ricardo C. Berrios, VP e gerente geral da AeroScout para a América Latina.